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1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
160 réis (1833)
$ MIL-RÉIS mat prata ø25,0mm m4,48g ‡0,90mm brd serrilhado
960 réis (1832-1834)
$ MIL-RÉIS mat prata ø40,0mm m26,89g ‡2,20mm brd serrilhado
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$ = padrão monetário;
mat = material de que é feito a moeda;
ø = diâmetro em milímetros; m = massa (peso) em gramas;
‡ = espessura em milímetros; brd = formato do bordo;
ø = diâmetro em milímetros; m = massa (peso) em gramas;
‡ = espessura em milímetros; brd = formato do bordo;
CONTEXTO HISTÓRICO
O primeiro sistema monetário do Brasil regencial (1831–1833)
Com a abdicação de D. Pedro I em 1831, o Brasil mergulhou em uma fase de transição política: o período regencial (1831–1840). Foi um tempo de instabilidade, marcado por revoltas regionais e pela busca de uma identidade nacional própria. Nesse contexto, o sistema monetário brasileiro ainda carregava forte herança portuguesa, mas começava a ganhar traços que refletiam a nova realidade política.
Ouro e prata sob a imagem do jovem imperador
As moedas de ouro continuaram a ser cunhadas nos valores de 4.000 e 6.000 réis, trazendo no anverso o busto de D. Pedro II ainda menino, símbolo da continuidade dinástica mesmo em meio à regência. As moedas de prata mantiveram o padrão dos períodos anteriores, reforçando a permanência da tradição monetária herdada da metrópole.
O cobre e a luta contra a falsificação
Além das moedas de ouro e prata, o cobre desempenhava papel essencial no cotidiano. A Casa da Moeda do Rio de Janeiro, junto às casas de fundição de Goiás, São Paulo e Cuiabá, produzia moedas de cobre destinadas ao uso local. Mas havia um desafio constante: a falsificação. O governo regencial manteve rígido controle sobre essas emissões, tentando conter um problema que vinha desde o período colonial e que corroía a confiança da população no dinheiro circulante.
Um reflexo da política regencial
O sistema monetário entre 1831 e 1833 revela muito sobre o Brasil da época. De um lado, a permanência dos padrões portugueses mostrava a dificuldade de romper com a tradição. De outro, a presença da efígie infantil de D. Pedro II nas moedas de ouro indicava o esforço de legitimar a monarquia em meio à regência, preparando o terreno para a futura maioridade do imperador.
As moedas de cobre, por sua vez, expunham a realidade prática: em um país vasto e descentralizado, o dinheiro precisava circular nas regiões mais distantes, mesmo que sob constante ameaça de falsificação.