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1 mil-réis (1834-1847)
1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 1 mil-réis |
| Denominação: | 1$200 |
| Padrão Monetário: | Mil-Réis |
| Série: | Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata |
| Período de emissão: | 1834-1847 |
| Material: | prata |
| Emissor: | Tesouro Nacional |
| Fabricante: | Casa da Moeda do Rio de Janeiro |
| Situacao: | fora de circulação |
FACES DA MOEDA
© Dea Moneta
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
Valor facial orlado por coroa de tulipas. Legenda PETRUS. II. D. G. CONST. IMP. ET. PERP. BRAS. DEF e era
DESCRIÇÃO DO REVERSO
Armas portuguesas sob legenda IN HOC S VINCES
INFORMAÇÕES GERAIS
Moeda emitida pelo Tesouro Nacional e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro entre 1834 e 1847, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. 2o. sistema monetário. Série de Cruzados. 3 cruzados.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | circular |
| Diâmetro: | 37 mm |
| Peso: | 26,9 g |
| Espessura: | 3 mm |
| Bordo: | serrilhado |
| Titulagem: | Ag 916 ⅔ |
| Eixo: | Reverso Moeda (EH) ⇅ |
EMISSÕES
| ano | produção | CRMB |
|---|---|---|
| 1834 | 891 | 1834-P-1k2 |
| 1835 | 10.616 | 1835-P-1k2 |
| 1837 | 6.304 | 1837-P-1k2 |
| 1839 | 186 | 1839-P-1k2 |
| 1840 | 633 | 1840-P-1k2 |
| 1843 | 1.803 | 1843-P-1k2 |
| 1845 | 292 | 1845-P-1k2 |
| 1846 | 1.898 | 1846-P-1k2 |
| 1847 | 10.506 | 1847-P-1k2 |
REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# 454
| ano | CRMB | Prober | Amato | Bentes |
|---|---|---|---|---|
| 1834 | 1834-P-1k2 | P-1438 | P-552 | |
| 1835 | 1835-P-1k2 | P-1444 | P-553 | |
| 1837 | 1837-P-1k2 | P-1451 | P-554 | |
| 1839 | 1839-P-1k2 | P-1455 | P-555 | |
| 1840 | 1840-P-1k2 | P-1461 | P-556 | |
| 1843 | 1843-P-1k2 | P-1468 | P-557 | |
| 1845 | 1845-P-1k2 | P-1476 | P-558 | |
| 1846 | 1846-P-1k2 | P-1481 | P-559 | |
| 1847 | 1847-P-1k2 | P-1486 | P-560 |
PADRÃO MONETÁRIO
MIL-RÉIS - $ (08/10/1833-31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.
PERÍODO POLÍTICO
Império, Período Regencial (1831-1841)
Decênio de 1831 a 1840, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e o chamado Golpe da Maioridade, quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.
CONTEXTO HISTÓRICO
A série dos cruzados do Brasil
Com a instalação da Casa da Moeda na Bahia pelos portugueses em 1694, tem início a cunhagem regular brasileira. Sai então em 1695 a primeira série de moedas coloniais, as do padrão denominado de patacas, esse sistema ia dobrando o sucessivamente valor das moedas, iniciando-se em 20 réis (vintém de prata), e chegando até o 640 réis (2 patacas). Assim, teriamos: 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis (mais tarde, as de 20 e 40 réis foram substituídas por cunhagens em cobre, deixando o metal precioso de ser usado). Isso permaneceu inalterado até a chegada de D. João VI ao Brasil, em 1808. Assim, em 1809, é criado o patacão de 960 réis, que quebrava levemente esse sistema de dobra.
E assim temos um quadro geral da cunhagem colonial brasileira, que perdurou durante todo o período de dominação portuguesa no país, criando um sistema bem aceito e enraizado nas relações comerciais, baseado numa moeda de boa liga e forte.
Com a independência do Brasil em 1822, esse sistema permaneceu inalterado. Foi herdado então o meio circulante colonial, e as novas moedas do Império do Brasil seguiam esse mesmo padrão, onde as antigas armas portuguesas davam lugar ao novo escudo do então recém independente reino.
O sistema das patacas durou durante todo reinado de D. Pedro I, e entrou pelo reinado de D. Pedro II, onde as últimas moedas desse tipo foram cunhadas no ano de 1834 (sendo inclusive muito raras).
O novo reino enfrentava problemas financeiros, rebeliões separatistas estouravam em praticamente todo território nacional, a inflação começou a aparecer, o governo se endividava, e a moeda acaba perdendo algo de seu valor. Era necessária uma reforma monetária que modificasse o padrão vigente.
Surge então em 1834, o segundo padrão monetário que o Brasil conheceu, o padrão dos cruzados.
Esse padrão vinha atender a necessidade de moedas de prata que possuíssem um valor mais alto, e era nítidamente inspirado nos antigos valores dos cruzados portugueses: 100, 200, 400, 800 e 1200 réis.
Entretanto, o povo brasileiro, que estava totalmente acostumado com o padrão das velhas patacas, não aceitou bem esse novo sistema que surgia, e as transações e contratos, na prática, acabavam por continuar a ser feitos utilizando-se valores e referências do antigo sistema.
Como o sistema não estava sendo muito bem aceito, o governo não emitia grandes quantidades de moedas, e o cruzado acabou por ser extinto em 1849, dando lugar ao padrão do 2000 réis (200, 500, 1000, 2000 Reis, sendo essa última a coroa de 25 gramas). O novo sistema foi um sucesso de aceitação, e perdurou durante todo o segundo império até o início da República.
Assim, as moedas de cruzado acabaram por ter um papel de transição entre o antigo sistema colonial e o novo sistema que foi bem aceito, e com a desmonetização das já escassas moedas do padrão cruzado, elas acabaram se tornando peças com bom grau de raridade e cobiçadas pelos colecionadores, algumas mesmo são de grau de raridade altíssimo, como o tostão de 1844, que se conhecem 3 ou 4 exemplares, ou os raros 800 réis.
