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100 réis (1834-1848) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
200 réis (1835-1848) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
400 réis (1834-1848) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
400 réis (1847) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
800 réis (1835-1846) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
1 mil-réis (1834-1847) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata

800 réis (1835-1846)

1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 800 réis
Denominação: 800
Padrão Monetário: Mil-Réis
Série: Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
Período de emissão: 1835-1846
Material: prata
Emissor: Tesouro Nacional
Fabricante: Casa da Moeda do Rio de Janeiro
Situacao: fora de circulação

FACES DA MOEDA

Anverso de 800 réis (1835-1846) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
Bordo de 800 réis (1835-1846) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
Reverso de 800 réis (1835-1846) - 1834-1848 Cruzados, 2º. Sistema Monetário - Prata
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© Numismática Meneghetti

DESCRIÇÃO DO ANVERSO

Valor facial orlado por coroa de tulipas. Legenda PETRUS. II. D. G. CONST. IMP. ET. PERP. BRAS. DEF e era

DESCRIÇÃO DO REVERSO

Armas portuguesas sob legenda IN HOC S VINCES

INFORMAÇÕES GERAIS

Moeda emitida pelo Tesouro Nacional e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro entre 1835 e 1846, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. 2o. sistema monetário. Série de Cruzados. 2 cruzados.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: circular
Diâmetro: 32 mm
Peso: 17,93 g
Espessura: 2,6 mm
Bordo: serrilhado
Titulagem: Ag 916 ⅔
Eixo: Reverso Moeda (EH) ⇅

EMISSÕES

ano produção CRMB observações
1835 1.698 1835-P-800
1838 497 1838-P-800
1840 145 1840-P-800
1843 127 1843-P-800
1844 628 1844-P-800
1846 672 1846-P-800

REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# 456

ano CRMB Prober Amato Vieira Bentes
1835 1835-P-800 P-1443 P-546
1838 1838-P-800 P-1453 P-547
1840 1840-P-800 P-1460 P-548
1843 1843-P-800 P-1467 P-549
1844 1844-P-800 P-1473 P-550
1846 1846-P-800 P-1480 P-551

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Código de referência Krause-Mishler, publicado no Standard Catalog of World Coins (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, desenvolvido pelo site MoedasDoBrasil
Prober - código extraído do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª edição (1981)
Amato - código extraido do Livro das Moedas do Brasil, de Amato/Neves, 17ª. edição (2024)
Vieira - código extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª edição (2012)
Bentes - código extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª edição (2013)

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, MoedasDoBrasil
Prober - Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª ed. (1981)
Amato - Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves, 17ª ed. (2024)
Bentes - Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª ed. (2013)

PADRÃO MONETÁRIO

MIL-RÉIS - $ (08/10/1833-31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.

PERÍODO POLÍTICO

Império, Período Regencial (1831-1841)
Decênio de 1831 a 1840, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e o chamado Golpe da Maioridade, quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.

CONTEXTO HISTÓRICO

A série dos cruzados do Brasil
Com a instalação da Casa da Moeda na Bahia pelos portugueses em 1694, tem início a cunhagem regular brasileira. Sai então em 1695 a primeira série de moedas coloniais, as do padrão denominado de patacas, esse sistema ia dobrando o sucessivamente valor das moedas, iniciando-se em 20 réis (vintém de prata), e chegando até o 640 réis (2 patacas). Assim, teriamos: 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis (mais tarde, as de 20 e 40 réis foram substituídas por cunhagens em cobre, deixando o metal precioso de ser usado). Isso permaneceu inalterado até a chegada de D. João VI ao Brasil, em 1808. Assim, em 1809, é criado o patacão de 960 réis, que quebrava levemente esse sistema de dobra. E assim temos um quadro geral da cunhagem colonial brasileira, que perdurou durante todo o período de dominação portuguesa no país, criando um sistema bem aceito e enraizado nas relações comerciais, baseado numa moeda de boa liga e forte.

Com a independência do Brasil em 1822, esse sistema permaneceu inalterado. Foi herdado então o meio circulante colonial, e as novas moedas do Império do Brasil seguiam esse mesmo padrão, onde as antigas armas portuguesas davam lugar ao novo escudo do então recém independente reino. O sistema das patacas durou durante todo reinado de D. Pedro I, e entrou pelo reinado de D. Pedro II, onde as últimas moedas desse tipo foram cunhadas no ano de 1834 (sendo inclusive muito raras).

O novo reino enfrentava problemas financeiros, rebeliões separatistas estouravam em praticamente todo território nacional, a inflação começou a aparecer, o governo se endividava, e a moeda acaba perdendo algo de seu valor. Era necessária uma reforma monetária que modificasse o padrão vigente. Surge então em 1834, o segundo padrão monetário que o Brasil conheceu, o padrão dos cruzados. Esse padrão vinha atender a necessidade de moedas de prata que possuíssem um valor mais alto, e era nítidamente inspirado nos antigos valores dos cruzados portugueses: 100, 200, 400, 800 e 1200 réis. Entretanto, o povo brasileiro, que estava totalmente acostumado com o padrão das velhas patacas, não aceitou bem esse novo sistema que surgia, e as transações e contratos, na prática, acabavam por continuar a ser feitos utilizando-se valores e referências do antigo sistema.

Como o sistema não estava sendo muito bem aceito, o governo não emitia grandes quantidades de moedas, e o cruzado acabou por ser extinto em 1849, dando lugar ao padrão do 2000 réis (200, 500, 1000, 2000 Reis, sendo essa última a coroa de 25 gramas). O novo sistema foi um sucesso de aceitação, e perdurou durante todo o segundo império até o início da República. Assim, as moedas de cruzado acabaram por ter um papel de transição entre o antigo sistema colonial e o novo sistema que foi bem aceito, e com a desmonetização das já escassas moedas do padrão cruzado, elas acabaram se tornando peças com bom grau de raridade e cobiçadas pelos colecionadores, algumas mesmo são de grau de raridade altíssimo, como o tostão de 1844, que se conhecem 3 ou 4 exemplares, ou os raros 800 réis.