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37 e meio réis (1821-1821)
1818-1821 Vinténs de Ouro, Rio e Minas - Cobre
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 37 e meio réis |
| Denominação: | R 37 1/2 |
| Padrão Monetário: | Réis |
| Série: | Vinténs de Ouro, Rio e Minas - Cobre |
| Período de emissão: | 1821-1821 |
| Material: | cobre |
| Emissor: | Coroa Portuguesa |
| Fabricante: | Casa da Moeda, Rio e Minas |
| Abrangência: | Colonial p/ circulação geral |
| Situacao: | fora de circulação |
FACES DA MOEDA
© SANCHO, Fórum de Numismática
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
Coroa sobre colar de pérolas circundando valor, era e letra monetária. Orlando o colar, inscrição JOANNES. VI. D. G. PORT. BRAS. ET. ALG. REX (JOANNES SEXTUS DEI GRATIA PORTUGALIÆ BRASILIÆ ET ALGARBIORUM REX - João VI, por graça de Deus, Rei de Portugal, Brasil e Algarves)
DESCRIÇÃO DO REVERSO
Inscrição PECUNIA. TOTUM. CIRCUMIT. ORBEM (O DINHEIRO CIRCULA PELO MUNDO TODO) circundado brasão do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
INFORMAÇÕES GERAIS
A moeda de 37 e meio réis
pertence ao padrão monetário Réis.
Esta moeda foi fabricada no período 1821-1821,
produzida em cobre e
para circulação Colonial p/ circulação geral.
Atualmente, esta moeda encontra-se fora de circulação
.
Casa da Moeda de Vila Rica. Letra monetária M. Outro cunho ou falsificação?.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | circular |
| Diâmetro: | 30 mm |
| Massa: | 7,17 g |
| Bordo: | liso |
| Eixo: | Eixo Vertical (EV) ⇈ |
EMISSÕES
| ano | produção | CRMB |
|---|---|---|
| 1821 | n/d | 1821-C-037v |
REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# ?
| ano | CRMB | Prober | Amato | Bentes |
|---|---|---|---|---|
| 1821 | 1821-C-037v | - |
PADRÃO MONETÁRIO
RÉIS - R (de 02/01/1654 a 08/10/1833)
Originado no período Colonial por influência do monetário português, não se tratava de uma moeda genuínamente brasileira. Foi aproveitado do padrão português, sem fundamentação legal no Brasil.
Originado no período Colonial por influência do monetário português, não se tratava de uma moeda genuínamente brasileira. Foi aproveitado do padrão português, sem fundamentação legal no Brasil.
PERÍODO POLÍTICO
Reino Unido, D. João VI - O Clemente (1816-1822)
João VI (1767–1826), cognominado O Clemente, foi rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves de 1816 a 1822. De 1822 em diante foi rei de Portugal e Algarves até à sua morte. Com o reconhecimento da independência do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, foi o imperador titular do Brasil, embora tenha sido o seu filho D. Pedro o imperador do Brasil de facto. Surgimento das "patacas" e dos "Vinténs de ouro".
CONTEXTO HISTÓRICO
A elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves, em 1815, representou um reconhecimento à condição de sede do Governo e centro de decisões políticas, dada a presença da Corte no Rio de Janeiro.
Ao transferir-se para o Rio de Janeiro, a Corte acelerou consideravelmente o processo econômico. Crescendo a produção e o comércio, tornou-se imprescindível colocar mais dinheiro em circulação. Fundou-se então o Banco do Brasil, que iniciou a emissão de papel-moeda, cujo valor era garantido pelo seu lastro, ou seja, por reservas correspondentes em ouro.
O Sistema Monetário Colonial do Brasil mantinha uma clássica ordem de valores baseados nas dezenas, com seus valores dobrados a cada nível acima de moeda cunhada, portanto com valores de 10, 20, 40, 80, 160, 320, 640 e 960 réis; o que em grande parte minimizava a problemática do troco. No entanto, a província de Minas Gerais produziu um problema tão grave de troco, no início da segunda década do século XIX, que afetou diretamente os interesses da metrópole e exigiu medidas drásticas para evitar grandes perdas ao cofre português.
O problema constituía na grande quantidade de ouro de aluvião que era retirado da região. Este ouro, encontrado aflorando à superfície, na forma de pequenos grãos, era garimpado em bateias e comercializado, muitas vezes ainda bruto. Era o chamado ouro em pó. As dificuldades surgiam no momento da comercialização, pois para frações maiores sempre podia encontrar-se troco, mas à medida que estas frações decresciam, a falta de troco acabava por beneficiar os faisqueiros com prejuízo do Reino.
Este ainda não era o maior problema, segundo o historiador Rocha Pombo, o mais normal era se comercializar o metal do fundo de uma bateia, ao final de um dia de trabalho, medido em vinténs, cerca de um trinta e dois avos de oitava (0,112 g), correspondendo a dois vinténs. Melhorando-se estas contas, vemos que se uma oitava (3,585g) correspondia a 1200 réis, então 01 (um) grama de ouro equivaleria a 334,72 réis e, portanto, 1/32 da oitava (0,112 g) corresponderia a 37,5 réis (37,489 réis), o que deixava uma pequena margem em prol dos faisqueiros (2,5 réis), que não podiam dar troco, pela inexistência de moedas menores que cinco réis. Este último caso representava uma perda de 6,67% no momento da compra do ouro; isto multiplicado por milhares de operações realizadas mensalmente representava uma perda de muitas onças.
Para resolver o problema, em 1818, a Casa da Moeda do Rio de Janeiro, desativada desde 1734, foi reaberta para cunhar uma das moedas mais intrigantes da história da numismática mundial, o Vintém do Ouro. O nome sugere uma moeda de vinte réis cunhada em ouro, no entanto é uma moeda de cobre que tem no seu anverso o valor de 37 ½ réis, batida no Rio de Janeiro para circular em Minas Gerais.
Também neste ano a Casa da Moeda de Minas Gerais, que estava em funcionamento desde 1810, começou a produzir o Vintém do Ouro, batendo moedas de 1818 a 1821 e de 1823 a 1828. Entre 1818 e 1821, a Casa da Moeda de Minas Gerais bateu as moedas de 75 réis, dois Vinténs de Ouro. E, ainda, a Casa da Moeda de Goiás também bateu moedas de 75 réis em 1823.
