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500 réis (1906-1912) - 1906-1912 Peso em gramas
500 réis (1906-1908) - 1906-1912 Peso em gramas
1 mil-réis (1906-1912) - 1906-1912 Peso em gramas
1 mil-réis (1906-1909) - 1906-1912 Peso em gramas
1 mil-réis (1907) - 1906-1912 Peso em gramas
2 mil-réis (1906-1912) - 1906-1912 Peso em gramas
2 mil-réis (1906-1907) - 1906-1912 Peso em gramas
2 mil-réis (1908) - 1906-1912 Peso em gramas

2 mil-réis (1908)

1906-1912 Peso em gramas

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 2 mil-réis
Denominação: 2$000
Padrão Monetário: Mil-Réis
Série: Peso em gramas
Período de emissão: 1908
Material: prata
Emissor: Tesouro Nacional
Fabricante: Casa da Moeda do Rio de Janeiro
Situacao: fora de circulação

FACES DA MOEDA

Anverso de 2 mil-réis (1908) - 1906-1912 Peso em gramas
Bordo de 2 mil-réis (1908) - 1906-1912 Peso em gramas
Reverso de 2 mil-réis (1908) - 1906-1912 Peso em gramas
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© Rei de Vendas

DESCRIÇÃO DO ANVERSO

Cabeça de mulher personificando o Brasil orlada pela inscrição “REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL” e data entre estrelas.

DESCRIÇÃO DO REVERSO

Valor em réis orlado pela inscrição “ORDEM E PROGRESSO” e peso expresso em gramas.

INFORMAÇÕES GERAIS

Moeda emitida pelo Tesouro Nacional e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro em 1908, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Apresenta um pingo (ponto) logo abaixo do valor 2000 entre o primeiro e segundo zeros. Curiosidade de interesse dos colecionadores.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: circular
Diâmetro: 33 mm
Peso: 20 g
Espessura: 2,6 mm
Bordo: serrilhado
Eixo: Reverso Moeda (EH) ⇅

EMISSÕES

ano produção CRMB observações
1908 n/d 1908-P-2k0v2

REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# -

ano CRMB Prober Amato Vieira Bentes
1908 1908-P-2k0v2 - - P-553C -

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Código de referência Krause-Mishler, publicado no Standard Catalog of World Coins (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, desenvolvido pelo site MoedasDoBrasil
Prober - código extraído do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª edição (1981)
Amato - código extraido do Livro das Moedas do Brasil, de Amato/Neves, 17ª. edição (2024)
Vieira - código extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª edição (2012)
Bentes - código extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª edição (2013)

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, MoedasDoBrasil
Prober - Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª ed. (1981)
Amato - Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves, 17ª ed. (2024)
Bentes - Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª ed. (2013)

PADRÃO MONETÁRIO

MIL-RÉIS - $ (08/10/1833-31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.

PERÍODO POLÍTICO

República, República Velha (1889-1930)
A Primeira República Brasileira se estendeu desde a proclamação da República, em 15.11.1889, até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha, Washington Luís.

CONTEXTO HISTÓRICO

O Encilhamento
O encilhamento foi uma grande bolha econômica, iniciada no governo da República, com o Marechal Deodoro da Fonseca, cujo exponte maior foi o ministro da Fazenda Rui Barbosa (um dos mais notáveis escritores brasileiros), que no estourar da crise, no fim do séc. XIX, teve que fugir para a França.

Com a mudança do Império para a República e os desajustes decorrentes, havia no Brasil uma falta de dinheiro circulante, pois o Império tinha a moeda lastreada no ouro. Assim, para tentar resolver o problema, numa tentativa de financiar-se a industrialização do país, surge a política do dinheiro barato, estimulando-se a emissão de papel moeda.

O projeto criou no país três regiões bancárias, que foram autorizadas a emitir dinheiro. A garantia dessas emissões eram Títulos da Dívida Pública (TDPs). 

Ocorre que o governo acabou autorizando bancos a emitir papel, e foi jogado no mercado uma quantidade de dinheiro superior à produção econômica e à necessidade do país. A consequência principal foi uma queda brusca no valor dos TDPs e uma inflação galopante, que desvalorizou o então forte padrão mil-réis brasileiro.

As emissões
Assim, com a crise do início do séc. XX, devido à forte desvalorização do padrão mil-réis no Brasil, o país abandonava o velho padrão da coroa (2000 réis com 25 gramas de prata). Entrava em cena o novo padrão desvalorizado do 2000 réis com 20 (XX) gramas de prata 0,900, perdendo a moeda cerca de 1/5 de seu peso em metal precioso. As moedas trazem em algarismos romanos indicando o seu peso em prata (V, X e XX gramas). São numismas bem tradicionais da colecção do Brasil, sendo os 500 reis de 1911 e 1912 deste tipo muito escassos.