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100 réis (1940)
1940-1940 Leprosário Colônia Santa Teresa
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 100 réis |
| Denominação: | Rs 0$100 |
| Padrão Monetário: | Mil-Réis |
| Série: | Leprosário Colônia Santa Teresa |
| Período de emissão: | 1940 |
| Material: | latão |
| Fabricante: | Siderúrgica Eberle |
| Abrangência: | restrita |
| Situacao: | curiosidade |
FACES DA MOEDA
© Internet
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
Nº. 100
DESCRIÇÃO DO REVERSO
C. S. T. (Colônia Santa Teresa)
INFORMAÇÕES GERAIS
Esta moeda foi produzida por Siderúrgica Eberle, em 1940. Esta moeda, dada suas características, é objeto de curiosidade. Numerário criado dentro da Colônia Santa Teresa para impedir manuseio do dinheiro vigente e evitar contaminação e propagação da hanseníase (a lepra). Curiosidade. Ficha.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | circular |
| Diâmetro: | 20 mm |
| Peso: | 1,7 g |
| Espessura: | 0,85 mm |
| Bordo: | liso |
| Eixo: | Eixo Vertical (EV) ⇈ |
| Circulação: | de 1940 a 1960 |
EMISSÕES
| ano | produção | CRMB |
|---|---|---|
| 1940 | n/d | 1940-L-100q |
REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# L1
| ano | CRMB | Prober | Amato | Bentes |
|---|---|---|---|---|
| 1940 | 1940-L-100q | - | - | - |
PADRÃO MONETÁRIO
MIL-RÉIS - Rs (de 08/10/1833 a 31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08.10.1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08.10.1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.
PERÍODO POLÍTICO
República, Era Vargas (1930-1945)
Período em que Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos ininterruptos. Caracterizado pelas inúmeras alterações que Vargas fez no país, tanto sociais quanto econômicas.
CONTEXTO HISTÓRICO
Leprosário COLONIA SANTA TERESA
No dia 11 de março de 1940, na região da grande Florianópolis, o presidente Getúlio Vargas inaugurou a “Colônia Santa Tereza”, destinada a recolher os leprosos catarinenses. O local era conhecido como Fazenda e estava situado no interior do município de São José - atualmente, em área pertencente ao município de São Pedro de Alcântara, face à sua emancipação.
Havia um pequeno comércio no interior da Colônia Santa Tereza. Nada saía sem controle oficial. Ora, para existir comércio era necessário numerário, e como não podia haver a circulação do dinheiro nacionalmente vigente, foi idealizada a fabricação de um outro dinheiro, somente para uso local.
Essa idéia impedia que houvesse o manuseio do dinheiro vigente evitando-se, assim, que a doença se espalhasse mais facilmente. Por isso, não é de se estranhar a existência de numerário próprio.
O pedido da feitura dessas moedas foi efetuado à Siderúrgica Eberle, da cidade de Caxias do Sul, RS. A EBERLE SA, que era então uma pequena funilaria, foi fundada em 02 de abril de 1896, por Abramo Eberle, para fabricar lamparinas. Em 1918, a empresa Abramo Eberle & Cia iniciou a fabricação de talheres, objetos de cutelaria e pertences para mesa. Entre 1923 e 1928, foi instalada a primeira forjaria, passando a produzir lâminas, espadas e botões de pressão. Por essa experiência, recebeu a encomenda para fabricação das moedas da C.S.T.
As moedas foram cunhadas com valores faciais de 1000, 500, 300, 200 e 100 réis. No reverso, todas apresentam as iniciais C.S.T., com os pontos em ligeiro declive para a direita.
A reforma monetária brasileira de 05 de outubro de 1942 não afetou o comércio interno que continuou a usar as moedas com o padrão Mil Réis. Hoje, tais moedas são comercializadas, geralmente, em séries completas, com os cinco exemplares. Quando encontradas avulsas, são mais raras aquelas de 300 réis, talvez por terem sido as mais utilizadas no interior do leprosário, exatamente o valor do ingresso no cinema...
