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80 réis (1833) - 1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
160 réis (1833) - 1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
320 réis (1833) - 1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
640 réis (1832-1833) - 1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
960 réis (1832-1834) - 1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata

80 réis (1833)

1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 80 réis
Denominação: 80
Padrão Monetário: Mil-Réis
Série: D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
Período de emissão: 1833
Material: prata
Emissor: Tesouro Nacional
Fabricante: Casa da Moeda do Rio de Janeiro
Situacao: fora de circulação

FACES DA MOEDA

Anverso de 80 réis (1833) - 1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
Bordo de 80 réis (1833) - 1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
Reverso de 80 réis (1833) - 1831-1834 D. Pedro II, 1º. Sistema Monetário - Prata
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© Alexandre L. Martins

DESCRIÇÃO DO ANVERSO

Valor entre florões e envolto por coroa de tulipas. Legenda PETRUS. II. D. G. CONST. IMP. ET. PERP. BRAS. DEF, data e letra monetária

DESCRIÇÃO DO REVERSO

Armas imperiais. Legenda IN HOC SIGNO VINCES

INFORMAÇÕES GERAIS

Moeda emitida pelo Tesouro Nacional e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro em 1833, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Letra monetária R. 1o. sistema monetário.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: circular
Diâmetro: 20 mm
Peso: 2,24 g
Espessura: 0,9 mm
Bordo: serrilhado

EMISSÕES

ano produção CRMB observações
1833 418 1833-P-080

REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# ?

ano CRMB Prober Amato Vieira Bentes
1833 1833-P-080 P-1396 P-512

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Código de referência Krause-Mishler, publicado no Standard Catalog of World Coins (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, desenvolvido pelo site MoedasDoBrasil
Prober - código extraído do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª edição (1981)
Amato - código extraido do Livro das Moedas do Brasil, de Amato/Neves, 17ª. edição (2024)
Vieira - código extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª edição (2012)
Bentes - código extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª edição (2013)

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, MoedasDoBrasil
Prober - Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª ed. (1981)
Amato - Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves, 17ª ed. (2024)
Bentes - Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª ed. (2013)

PADRÃO MONETÁRIO

MIL-RÉIS - $ (08/10/1833-31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.

PERÍODO POLÍTICO

Império, Período Regencial (1831-1841)
Decênio de 1831 a 1840, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e o chamado Golpe da Maioridade, quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.

CONTEXTO HISTÓRICO

O primeiro sistema monetário do Brasil regencial (1831–1833)

Com a abdicação de D. Pedro I em 1831, o Brasil mergulhou em uma fase de transição política: o período regencial (1831–1840). Foi um tempo de instabilidade, marcado por revoltas regionais e pela busca de uma identidade nacional própria. Nesse contexto, o sistema monetário brasileiro ainda carregava forte herança portuguesa, mas começava a ganhar traços que refletiam a nova realidade política.

Ouro e prata sob a imagem do jovem imperador
As moedas de ouro continuaram a ser cunhadas nos valores de 4.000 e 6.000 réis, trazendo no anverso o busto de D. Pedro II ainda menino, símbolo da continuidade dinástica mesmo em meio à regência. As moedas de prata mantiveram o padrão dos períodos anteriores, reforçando a permanência da tradição monetária herdada da metrópole.

O cobre e a luta contra a falsificação
Além das moedas de ouro e prata, o cobre desempenhava papel essencial no cotidiano. A Casa da Moeda do Rio de Janeiro, junto às casas de fundição de Goiás, São Paulo e Cuiabá, produzia moedas de cobre destinadas ao uso local. Mas havia um desafio constante: a falsificação. O governo regencial manteve rígido controle sobre essas emissões, tentando conter um problema que vinha desde o período colonial e que corroía a confiança da população no dinheiro circulante.

Um reflexo da política regencial
O sistema monetário entre 1831 e 1833 revela muito sobre o Brasil da época. De um lado, a permanência dos padrões portugueses mostrava a dificuldade de romper com a tradição. De outro, a presença da efígie infantil de D. Pedro II nas moedas de ouro indicava o esforço de legitimar a monarquia em meio à regência, preparando o terreno para a futura maioridade do imperador.  

As moedas de cobre, por sua vez, expunham a realidade prática: em um país vasto e descentralizado, o dinheiro precisava circular nas regiões mais distantes, mesmo que sob constante ameaça de falsificação.