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4.000 réis (1832-1833)
1832-1840 D. Pedro II menino - Ouro
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 4.000 réis |
| Denominação: | 4$000 |
| Padrão Monetário: | Réis |
| Série: | D. Pedro II menino - Ouro |
| Período de emissão: | 1832-1833 |
| Material: | ouro |
| Emissor: | Tesouro Nacional |
| Fabricante: | Casa da Moeda do Rio de Janeiro |
| Situacao: | fora de circulação |
FACES DA MOEDA
© Itaú Numismática
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
Busto de D. Pedro II, ainda menino, rodeado pela inscrição PETRUS II D G CONST IMP ET PERP BRAS DEF e era seguida da letra monetária R.
DESCRIÇÃO DO REVERSO
Brasão do Império rodeado pela inscrição IN HOC SIGNO VINCES e valor.
INFORMAÇÕES GERAIS
Moeda emitida pelo Tesouro Nacional e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro entre 1832 e 1833, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Primeiro Sistema Monetário (até 1833). D. Pedro menino. Letra monetária R. Gravador: Carlos Custódio Azevedo. 2 oitavas e 18 grãos.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | circular |
| Diâmetro: | 27 mm |
| Peso: | 8,06 g |
| Espessura: | 1,15 mm |
| Bordo: | serrilhado |
| Titulagem: | Au 916 ⅔ |
| Eixo: | Reverso Medalha (EV) ⇈ |
EMISSÕES
| ano | produção | CRMB |
|---|---|---|
| 1832 | 64 | 1832-O-4k0 |
| 1833 | 257 | 1833-O-4k0 |
REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# 386.1
| ano | CRMB | Prober | Amato | Bentes |
|---|---|---|---|---|
| 1832 | 1832-O-4k0 | O-1391 | O-610 | 448.01.01 |
| 1833 | 1833-O-4k0 | O-1401 | O-611 | 448.02.01 |
PADRÃO MONETÁRIO
RÉIS - R (22/04/1500-08/10/1833)
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.
PERÍODO POLÍTICO
Império, Período Regencial (1831-1841)
Decênio de 1831 a 1840, compreendido entre a abdicação de D. Pedro I e o chamado Golpe da Maioridade, quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada.
CONTEXTO HISTÓRICO
A moeda de ouro no Brasil regencial: tradição e transição
Com a abdicação de D. Pedro I em 1831, o Brasil entrou em uma fase delicada de sua história: o período regencial (1831–1841). Foi um tempo de instabilidade política, marcado por revoltas regionais, disputas de poder e pela busca de uma identidade nacional própria. Nesse cenário, o sistema monetário ainda refletia fortemente a herança portuguesa, mas começava a ganhar contornos que anunciavam uma nova etapa da vida política e econômica do país.
Ouro sob a imagem do jovem imperador
As moedas de ouro nos valores de 4.000 e 6.400 réis continuaram a ser cunhadas, agora trazendo no anverso o busto de D. Pedro II ainda menino. Essa efígie infantil simbolizava a continuidade dinástica em meio à regência, funcionando como um lembrete da monarquia em formação e da expectativa pela maioridade do futuro imperador.
O segundo sistema monetário
Ainda dentro do período regencial, já em um segundo sistema monetário, o mil-réis foi oficializado como unidade monetária, mantendo os réis como valores divisionários. As moedas de ouro continuaram a trazer o busto infantil de D. Pedro II, reforçando a imagem de um império jovem e em construção mas, agora, no valor de 10.000 réis.
Reflexo da política regencial
O sistema monetário entre 1831 e 1833 revela muito sobre o Brasil da época. De um lado, a permanência dos padrões portugueses mostrava a dificuldade de romper com a tradição. De outro, a presença da efígie de D. Pedro II ainda criança nas moedas de ouro indicava o esforço de legitimar a monarquia em meio às turbulências da regência, preparando o terreno para a futura maioridade do imperador.
A partir de 1833, o mil-réis, já popularmente adotada, consolidou-se como unidade oficial, marcando uma etapa importante na evolução da moeda brasileira e simbolizando a tentativa de organizar a economia em um período de intensas disputas políticas.
