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5 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
10 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
10 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
20 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
20 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
20 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
20 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre

40 réis (1799)

1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 40 réis
Denominação: XL
Padrão Monetário: Réis
Série: Quebra do padrão monetário - Cobre
Período de emissão: 1799
Material: cobre
Emissor: Coroa Portuguesa
Fabricante: Casa da Moeda de Lisboa
Situacao: fora de circulação

FACES DA MOEDA

Anverso de 40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
Bordo de 40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
Reverso de 40 réis (1799) - 1799-1799 Quebra do padrão monetário - Cobre
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DESCRIÇÃO DO ANVERSO

MARIA. I. D. G. P. ET. BRASILIÆ. REGINA

DESCRIÇÃO DO REVERSO

PECUNIA TOTUM CIRCUMIT ORBEM

INFORMAÇÕES GERAIS

Moeda emitida pela Coroa Portuguesa e fabricada por Casa da Moeda de Lisboa em 1799, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Quebra do padrão monetário. Módulo menor. Florões verticais.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: circular

EMISSÕES

ano produção CRMB observações
1799 n/d 1799-C-040v florões oblíquos e verticais

REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# ?

ano CRMB Prober Amato Vieira Bentes
1799 1799-C-040v C-965 C-362 C-353 315.01.01

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Código de referência Krause-Mishler, publicado no Standard Catalog of World Coins (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, desenvolvido pelo site MoedasDoBrasil
Prober - código extraído do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª edição (1981)
Amato - código extraido do Livro das Moedas do Brasil, de Amato/Neves, 17ª. edição (2024)
Vieira - código extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª edição (2012)
Bentes - código extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª edição (2013)

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, MoedasDoBrasil
Prober - Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª ed. (1981)
Amato - Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves, 17ª ed. (2024)
Bentes - Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª ed. (2013)

PADRÃO MONETÁRIO

RÉIS - R (22/04/1500-08/10/1833)
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.

PERÍODO POLÍTICO

Colônia, D. Maria I - A Piedosa (1786-1799)
Maria I (1734-1816), apelidada de "a Piedosa" e "a Louca", foi a Rainha de Portugal e Algarves de 1777 até 1815, e também Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a partir do final de 1815 até sua morte. De 1792 até sua morte, seu filho mais velho João atuou como regente do reino em seu nome devido à sua doença mental. Era a filha mais velha do rei José I e sua esposa a infanta Mariana Vitória da Espanha. Intensa produção de moedas de prata e ouro pelas Casas da Moeda do Rio, Bahia e Lisboa.

CONTEXTO HISTÓRICO

A Quebra do Padrão Monetário de 1799: quando o cobre perdeu peso, mas não valor
No final do século XVIII, o Brasil colonial vivia sob as regras econômicas ditadas pela Coroa Portuguesa. Em 1799, durante o reinado de D. Maria I, uma decisão aparentemente técnica mudaria o cotidiano das trocas comerciais: a chamada “quebra do padrão monetário”.  

A medida reduziu à metade o peso e o tamanho das moedas de cobre, mas manteve o mesmo valor de face. Em outras palavras, uma moeda que antes carregava determinada quantidade de metal passou a valer o mesmo, mesmo sendo fisicamente menor e mais leve.  

O antes e o depois
- O padrão antigo: moedas como as de XX réis e XL réis eram cunhadas com generosas proporções de cobre puro.  
- O novo padrão de 1799: a mesma moeda de XX réis passou a ser fabricada com o peso que antes correspondia a uma de X réis.  

O objetivo era claro: reduzir custos de produção e economizar cobre, um metal importado e caro, essencial para a cunhagem das moedas divisionárias — aquelas usadas no dia a dia, nos trocos e pequenas transações.

A confusão nas ruas
Se para a Casa da Moeda a mudança representava economia, para o comércio significou desordem. O valor facial da moeda se distanciou do valor real do metal que a compunha, abrindo espaço para falsificações e gerando desconfiança entre os negociantes.  

O povo, acostumado a associar peso e tamanho ao valor, viu-se diante de um paradoxo: moedas menores que valiam tanto quanto as maiores de antes. A confiança na moeda foi abalada.

A tentativa de reorganização
Anos mais tarde, em 1809, já sob o governo de D. João VI, surgiu uma solução improvisada: o carimbo de escudete. As moedas de cobre cunhadas antes de 1799, mais pesadas e “honestas” em sua proporção de metal, receberam esse carimbo para que seu valor fosse dobrado no mercado. Assim, buscava-se distinguir as moedas antigas das novas, tentando colocar ordem na bagunça monetária.

Um episódio curioso da história econômica
A quebra do padrão de 1799 é lembrada hoje como um episódio emblemático da relação entre política econômica e vida cotidiana. Uma decisão administrativa, tomada para economizar recursos, acabou por gerar insegurança, confusão e até oportunidades para falsários.  

Mais do que uma mudança técnica, foi um retrato da fragilidade de um sistema monetário em tempos coloniais — e de como o valor do dinheiro nem sempre está no metal que o compõe, mas na confiança que a sociedade deposita nele.