Carregando séries...
1 real (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
1 real (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
3 réis (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
3 réis (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
3 réis (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
5 réis (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
10 réis (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre

10 réis (1568)

1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 10 réis
Denominação: X
Padrão Monetário: Réis
Série: Provisão de 29/03/1568 - Cobre
Período de emissão: 1568
Material: cobre
Emissor: Coroa Portuguesa
Fabricante: Casa da Moeda de Lisboa
Situacao: fora de circulação

FACES DA MOEDA

Anverso de 10 réis (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
Bordo de 10 réis (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
Reverso de 10 réis (1568) - 1568-1568 Provisão de 29/03/1568 - Cobre
x     
© Moedas Antigas

DESCRIÇÃO DO ANVERSO

Escudo de Portugal sob coroa orlado pela inscrição SEBASTIANVS I D G PORT ET ALGARBIORVM (D. Sebastião I, por graça de Deus, [o décimo sexto Rei] de Portugal e Algarve)

DESCRIÇÃO DO REVERSO

Valor 10 em algarismos romanos, entre estrelas e pontos em cruz, orlado pela inscrição REX o SEXTVS o DECIMVS (o décimo sexto Rei)

INFORMAÇÕES GERAIS

Moeda emitida pela Coroa Portuguesa e fabricada por Casa da Moeda de Lisboa em 1568, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Autorizada a circular no Brasil de acordo com a provisão de 29/03/1568. Diâmetro e peso aproximados.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: circular
Diâmetro: 38,5 mm
Peso: 16 g
Bordo: liso irregular
Eixo: Reverso Medalha (EV) ⇈

EMISSÕES

ano produção CRMB observações
1568 n/d 1568-C-010 data da Provisão

REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# -

ano CRMB Prober Amato Vieira Bentes
1568 1568-C-010 C-? - - 8.01.04

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Código de referência Krause-Mishler, publicado no Standard Catalog of World Coins (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, desenvolvido pelo site MoedasDoBrasil
Prober - código extraído do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª edição (1981)
Amato - código extraido do Livro das Moedas do Brasil, de Amato/Neves, 17ª. edição (2024)
Vieira - código extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª edição (2012)
Bentes - código extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª edição (2013)

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, MoedasDoBrasil
Prober - Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª ed. (1981)
Amato - Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves, 17ª ed. (2024)
Bentes - Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª ed. (2013)

PADRÃO MONETÁRIO

RÉIS - R (22/04/1500-08/10/1833)
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.

PERÍODO POLÍTICO

Colônia, D. Sebastião I - O Desejado (1557-1578)
Sebastião I (1554-1578), apelidado de "o Desejado" e "o Adormecido", foi Rei de Portugal e Algarves de 1557 até sua morte, em 1578. Autorizou a Provisão de 03/03/1568 com o intuito de desestimular o crescente fabrico de moeda falsa de cobre em circulação. É considerada o primeiro documento que determina e oficializa, de forma explícita, a circulação de moeda metálica no Brasil.

CONTEXTO HISTÓRICO

As primeiras moedas a circularem no Brasil

O Brasil colonial começou a lidar oficialmente com moeda metálica em 1568, quando a Provisão de 3 de março determinou sua circulação. O documento, assinado por D. Sebastião I, tinha um objetivo claro: combater a onda de falsificações de cobre que se espalhava tanto no Reino quanto na América Portuguesa.  

A medida reduziu o valor das moedas já em circulação e oficializou o uso de peças de cobre nos valores de 10 réis, 5 réis, 3 réis e 1 real. A provisão partiu de Lisboa em março e só chegou à Bahia em setembro, sendo imediatamente registrada e enviada às principais capitanias — Rio de Janeiro, Porto Seguro, Espírito Santo e São Vicente. A partir daí, entrou em vigor como lei.

A luta contra a falsificação
A falsificação era um problema grave. O baixo custo do cobre e a simplicidade da cunhagem manual — feita com ferros batidos sobre bigornas — facilitavam a produção clandestina. O resultado foi uma quantidade assustadora de moedas falsas circulando, tanto na metrópole quanto no Brasil.  

Para enfrentar o problema, a Provisão não apenas reduziu os valores das moedas, mas também proibiu novas cunhagens dos tipos de 10, 5 e 3 réis, considerados desnecessários. Além disso, determinou que mesmo as moedas falsas deveriam ser aceitas com o valor ajustado, garantindo indenização a quem tivesse recebido cobre falsificado. Era uma tentativa de restaurar a confiança no sistema monetário.

Um marco na história monetária
Essas primeiras moedas de cobre, ainda rudimentares e vulneráveis à falsificação, representam o início da experiência monetária oficial no Brasil. Mais do que simples peças de troca, elas revelam os desafios de administrar uma colônia distante, onde a circulação de dinheiro dependia tanto da confiança quanto da força da lei.