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2 cruzeiros (1944-1956)
1942-1956 Cruzeiros, série Vargas
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 2 cruzeiros |
| Denominação: | Cr$ 2,00 |
| Padrão Monetário: | Cruzeiros |
| Série: | Cruzeiros, série Vargas |
| Período de emissão: | 1944-1956 |
| Material: | bronze alumínio |
| Emissor: | Tesouro Nacional |
| Fabricante: | Casa da Moeda do Rio de Janeiro |
| Situacao: | fora de circulação |
FACES DA MOEDA
© Coleção Eduardo Rezende
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
Mapa do Brasil ao centro tendo junto à orla, a esquerda, a palavra BRASIL sobreposta a duas linhas horizontais e paralelas.
DESCRIÇÃO DO REVERSO
No centro, o valor ladeado por dois ramos de louro e a constelação do Cruzeiro do Sul. No exergo, a estrela Alfa da constelação do Cruzeiro do Sul. No campo a esquerda, a data.
INFORMAÇÕES GERAIS
Moeda emitida pelo Tesouro Nacional e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro entre 1944 e 1956, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Sem sigla. Em 1944, existem moedas com sigla WT (Walter Toledo) somente no reverso e, em 1945, no anverso. Mais detalhes sobre essas siglas em SIGLAS.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | circular |
| Diâmetro: | 25 mm |
| Peso: | 8 g |
| Espessura: | 2,3 mm |
| Bordo: | serrilhado |
| Titulagem: | Cu 900, Al 80, Zn 20 |
| Eixo: | Reverso Moeda (EH) ⇅ |
EMISSÕES
| ano | produção | CRMB |
|---|---|---|
| 1944 | 2.330.000 | 1944-B-002 |
| 1945 | 20.394.000 | 1945-B-002 |
| 1946 | 33.650.000 | 1946-B-002 |
| 1947 | 9.908.000 | 1947-B-002 |
| 1949 | 11.252.000 | 1949-B-002 |
| 1950 | 7.754.000 | 1950-B-002 |
| 1951 | 390.000 | 1951-B-002 |
| 1952 | 1.456.000 | 1952-B-002 |
| 1953 | 3.582.000 | 1953-B-002 |
| 1954 | 1.197.000 | 1954-B-002 |
| 1955 | 1.838.000 | 1955-B-002 |
| 1956 | 253.000 | 1956-B-002 |
REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# 559
| ano | CRMB | Prober | Amato | Bentes |
|---|---|---|---|---|
| 1944 | 1944-B-002 | L-2124 | V-240A | 672.04 |
| 1945 | 1945-B-002 | L-2133 | V-241A | 672.06 |
| 1946 | 1946-B-002 | L-2139 | V-242 | 672.08 |
| 1947 | 1947-B-002 | L-2147 | V-243 | 672.11 |
| 1949 | 1949-B-002 | L-2156 | V-244 | 672.12 |
| 1950 | 1950-B-002 | L-2161 | V-245 | 672.14 |
| 1951 | 1951-B-002 | L-2166 | V-246 | 672.15 |
| 1952 | 1952-B-002 | L-2171 | V-247 | 672.16 |
| 1953 | 1953-B-002 | L-2176 | V-248 | 672.17 |
| 1954 | 1954-B-002 | L-2181 | V-249 | 672.18 |
| 1955 | 1955-B-002 | L-2186 | V-250 | 672.19 |
| 1956 | 1956-B-002 | L-2194 | V-251 | 672.20 |
PADRÃO MONETÁRIO
CRUZEIROS - Cr$ (01/11/1942-30/11/1964)
O Decreto-lei nº 4.791, de 05/10/1942, instituiu o CRUZEIRO como unidade monetária brasileira, com equivalência a um mil-réis. Foi criado o centavo, correspondente à centésima parte do cruzeiro.
O Decreto-lei nº 4.791, de 05/10/1942, instituiu o CRUZEIRO como unidade monetária brasileira, com equivalência a um mil-réis. Foi criado o centavo, correspondente à centésima parte do cruzeiro.
PERÍODO POLÍTICO
República, Era Vargas (1930-1945)
Período em que Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos ininterruptos. Caracterizado pelas inúmeras alterações que Vargas fez no país, tanto sociais quanto econômicas.
CONTEXTO HISTÓRICO
O nascimento do Cruzeiro: a moeda que marcou uma era
Em outubro de 1942, o Brasil deu um passo decisivo em sua história monetária. O Decreto-lei nº 4.791, publicado em 6 de outubro daquele ano, instituiu oficialmente o Cruzeiro como unidade monetária nacional, substituindo o mil-réis. A equivalência era direta: um Cruzeiro correspondia a mil réis. Junto com ele, surgia também o centavo, a fração decimal que representava a centésima parte da nova moeda.
As primeiras moedas
As emissões refletiam a modernidade da época. As peças de 10, 20 e 50 centavos foram cunhadas em cuproníquel rosa, uma liga composta por 88% de cobre e 12% de níquel. Já as moedas de 1, 2 e 5 cruzeiros receberam acabamento em bronze-alumínio (90% cobre, 8% alumínio e 2% zinco), conferindo-lhes resistência e um tom distinto.
Pouco tempo depois, em abril de 1943, o Decreto-lei nº 5.375 ajustou a composição metálica das moedas de 10, 20 e 50 centavos, que passaram a ser cunhadas também em bronze-alumínio. A medida tinha caráter técnico, buscando uniformizar a produção e reduzir custos.
Detalhes curiosos
Até 1944, as moedas do padrão Cruzeiro traziam gravadas as siglas dos desenhistas e gravadores, tanto no anverso quanto no reverso. Essa prática, porém, foi proibida pelo então diretor da Casa da Moeda, Major Zeno Marques de Souza Zielinski. O resultado foi curioso: durante a transição, algumas moedas datadas de 1944 e 1945 foram cunhadas com siglas, outras sem, criando uma variação que hoje desperta interesse entre colecionadores.
