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1 cruzeiro (1942-1945)
1942-1956 Cruzeiros, série Vargas
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 1 cruzeiro |
| Denominação: | Cr$ 1,00 |
| Padrão Monetário: | Cruzeiros |
| Série: | Cruzeiros, série Vargas |
| Período de emissão: | 1942-1945 |
| Material: | bronze alumínio |
| Emissor: | Tesouro Nacional |
| Fabricante: | Casa da Moeda do Rio de Janeiro |
| Situacao: | fora de circulação |
FACES DA MOEDA
© Coleção Eduardo Rezende
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
Mapa do Brasil ao centro tendo junto à orla, a esquerda, a palavra BRASIL sobreposta a duas linhas horizontais e paralelas. A esquerda, entre a segunda linha paralela e o mapa, o monograma das letras WT do gravador Walter Toledo.
DESCRIÇÃO DO REVERSO
No centro, o valor ladeado por dois ramos de louro e a constelação do Cruzeiro do Sul. No exergo, o monograma BR do gravador Benedito Ribeiro e a estrela Alfa da constelação do Cruzeiro do Sul. No campo a esquerda, a data.
INFORMAÇÕES GERAIS
Moeda emitida pelo Tesouro Nacional e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro entre 1942 e 1945, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Sigla BR, de Benedito Ribeiro, no reverso e a sigla WT, de Walter Toledo, no anverso. Exceto a 1945 com sigla somente no anverso. Mais detalhes sobre essas siglas em SIGLAS.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | circular |
| Diâmetro: | 23 mm |
| Peso: | 7 g |
| Espessura: | 2,3 mm |
| Bordo: | serrilhado |
| Titulagem: | Cu 900, Al 80, Zn 20 |
| Eixo: | Reverso Moeda (EH) ⇅ |
EMISSÕES
| ano | produção | CRMB |
|---|---|---|
| 1942 | 381.000 | 1942-B-001s |
| 1943 | 2.728.000 | 1943-B-001s |
| 1944 | 3.820.000 | 1944-B-001s |
| 1945 | 32.544.000 | 1945-B-001s |
REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# 558
| ano | CRMB | Prober | Amato | Bentes |
|---|---|---|---|---|
| 1942 | 1942-B-001s | L-2103 | V-224 | 675.01 |
| 1943 | 1943-B-001s | L-2112 | V-225 | 675.02 |
| 1944 | 1944-B-001s | L-2121 | V-226 | 675.03 |
| 1945 | 1945-B-001s | L-2132 | V-227 | 675.05 |
PADRÃO MONETÁRIO
CRUZEIROS - Cr$ (01/11/1942-30/11/1964)
O Decreto-lei nº 4.791, de 05/10/1942, instituiu o CRUZEIRO como unidade monetária brasileira, com equivalência a um mil-réis. Foi criado o centavo, correspondente à centésima parte do cruzeiro.
O Decreto-lei nº 4.791, de 05/10/1942, instituiu o CRUZEIRO como unidade monetária brasileira, com equivalência a um mil-réis. Foi criado o centavo, correspondente à centésima parte do cruzeiro.
PERÍODO POLÍTICO
República, Era Vargas (1930-1945)
Período em que Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos ininterruptos. Caracterizado pelas inúmeras alterações que Vargas fez no país, tanto sociais quanto econômicas.
CONTEXTO HISTÓRICO
O nascimento do Cruzeiro: a moeda que marcou uma era
Em outubro de 1942, o Brasil deu um passo decisivo em sua história monetária. O Decreto-lei nº 4.791, publicado em 6 de outubro daquele ano, instituiu oficialmente o Cruzeiro como unidade monetária nacional, substituindo o mil-réis. A equivalência era direta: um Cruzeiro correspondia a mil réis. Junto com ele, surgia também o centavo, a fração decimal que representava a centésima parte da nova moeda.
As primeiras moedas
As emissões refletiam a modernidade da época. As peças de 10, 20 e 50 centavos foram cunhadas em cuproníquel rosa, uma liga composta por 88% de cobre e 12% de níquel. Já as moedas de 1, 2 e 5 cruzeiros receberam acabamento em bronze-alumínio (90% cobre, 8% alumínio e 2% zinco), conferindo-lhes resistência e um tom distinto.
Pouco tempo depois, em abril de 1943, o Decreto-lei nº 5.375 ajustou a composição metálica das moedas de 10, 20 e 50 centavos, que passaram a ser cunhadas também em bronze-alumínio. A medida tinha caráter técnico, buscando uniformizar a produção e reduzir custos.
Detalhes curiosos
Até 1944, as moedas do padrão Cruzeiro traziam gravadas as siglas dos desenhistas e gravadores, tanto no anverso quanto no reverso. Essa prática, porém, foi proibida pelo então diretor da Casa da Moeda, Major Zeno Marques de Souza Zielinski. O resultado foi curioso: durante a transição, algumas moedas datadas de 1944 e 1945 foram cunhadas com siglas, outras sem, criando uma variação que hoje desperta interesse entre colecionadores.
