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80 réis (1823)
1821-1823 Casa da Moeda de Vila da Cachoeira - Cobre
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 80 réis |
| Denominação: | LXXX |
| Padrão Monetário: | Réis |
| Série: | Casa da Moeda de Vila da Cachoeira - Cobre |
| Período de emissão: | 1823 |
| Material: | cobre |
| Emissor: | Coroa Portuguesa |
| Fabricante: | Casa da Moeda de Vila da Cachoeira |
| Situacao: | fora de circulação |
FACES DA MOEDA
© Coleção Fábio Pagliarini
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
JOANNES . VI . D . G . PORT . BRAS . ET . ALG . REX
DESCRIÇÃO DO REVERSO
PECUNIA . TOTUM . CIRCUMIT . ORBEM
INFORMAÇÕES GERAIS
Moeda emitida pela Coroa Portuguesa e fabricada por Casa da Moeda de Vila da Cachoeira em 1823. Por não seguir de forma alguma os padrões adotados pela Casa da Moeda da Bahia, Fábio Pagliarini prefere classificá-la como cunhagem de Vila da Cachoeira, mesmo não tendo 100% de certeza.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | circular |
| Diâmetro: | 42 mm |
| Peso: | 14,8 g |
| Bordo: | liso |
| Eixo: | Reverso Medalha (EV) ⇈ |
EMISSÕES
| ano | produção | CRMB |
|---|---|---|
| 1823 | n/d | 1823-C-080 |
REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# ?
| ano | CRMB | Prober | Amato | Bentes |
|---|---|---|---|---|
| 1823 | 1823-C-080 | - | 454.02 |
PADRÃO MONETÁRIO
RÉIS - R (22/04/1500-08/10/1833)
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.
PERÍODO POLÍTICO
Império, D. Pedro I - 1º. Reinado (1822-1831)
Período em que D. Pedro I governou o Brasil como Imperador, compreendendo o período entre 07.09.1822, data em que D. Pedro I proclamou a independência do Brasil, e 07.04.1831, quando abdicou do trono brasileiro.
CONTEXTO HISTÓRICO
Devido às escaramuças que aconteceram na Bahia depois da Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822, uma vez que sua capital Salvador era dominada pelo Partido Português, o governo interino da Bahia, representante do Partido Brasileiro, resolveu transferir para o Convento do Carmo, situado no Recôncavo Bahiano, alguns cunhos, proporcionando assim a abertura da Casa da Moeda de Vila da Cachoeira, que funcionou ali entre os dias 7 e 30 de junho de 1823.
Nesse período foram cunhados os LXXX réis, cuja característica principal foi a emenda da data de 1823 para 1821, isto é, data de antes da Independência, utilizando-se para isso um único cunho de reverso e dois cunhos do anverso, com 65 e 68 pérolas e diâmetro de 40 mm, ao invés dos 42 mm das cunhagens de Salvador.
Após a cessação das hostilidades em 2 de julho desse mesmo ano, as instalações de Vila da Cachoeira foram desmontadas e retornaram à Casa da Moeda da Bahia, na cidade de Salvador.
