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10 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
10 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
10 mil-réis (1912) - 1907-1931 Caixa de Conversão
20 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
20 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
50 mil-réis (1908) - 1907-1931 Caixa de Conversão
50 mil-réis (1912) - 1907-1931 Caixa de Conversão
100 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
100 mil-réis (1910) - 1907-1931 Caixa de Conversão
200 mil-réis (1910) - 1907-1931 Caixa de Conversão
500 mil-réis (1909) - 1907-1931 Caixa de Conversão
500 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
1 conto de réis (1911) - 1907-1931 Caixa de Conversão

1 conto de réis (1911)

1907-1931 Caixa de Conversão

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 1 conto de réis
Denominação: 1:000$000
Padrão Monetário: Mil-Réis
Série: Caixa de Conversão
Período de emissão: 1911
Emissor: Caixa de Conversão
Fabricante: Joh. Enschede en Zonen
Situacao: fora de circulação

FACES DA CÉDULA

Anverso de 1 conto de réis (1911) - 1907-1931 Caixa de Conversão
Reverso de 1 conto de réis (1911) - 1907-1931 Caixa de Conversão
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DESCRIÇÃO DO ANVERSO

À direita, aparece a efígie de Afonso Pena, presidente do Brasil entre 1906 e 1909. À esquerda, figura de Mercúrio representando o Comércio. No centro, na parte inferior, uma paisagem emoldurada da enseada de Botafogo, Rio de Janeiro. No topo, ao centro, medalhão em branco com o brasão da república em marca d'água

DESCRIÇÃO DO REVERSO

Ao centro, na parte de baixo, imagem do prédio da Caixa de Conversão, no Rio de Janeiro

INFORMAÇÕES GERAIS

Cédula emitida pela Caixa de Conversão e fabricada por Joh. Enschede en Zonen em 1911, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Circulou no Brasil de 1911 a 1931.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: retangular
Largura: 195 mm
Altura: 120 mm
Circulação: de 1911 a 1931

EMISSÕES

de a est. ano Chancela 1Chancela 1 Chancela 2Chancela 2 obs.
- - 1a 1911 Autografada Não tem

PADRÃO MONETÁRIO

MIL-RÉIS - $ (08/10/1833-31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.

PERÍODO POLÍTICO

República, República Velha (1889-1930)
A Primeira República Brasileira se estendeu desde a proclamação da República, em 15.11.1889, até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha, Washington Luís.

CONTEXTO HISTÓRICO

A Caixa de Conversão: quando o mil-réis se vestiu de ouro
No início do século XX, o Brasil buscava estabilidade em meio às turbulências do mercado internacional. Foi nesse cenário que nasceu, em 6 de dezembro de 1906, a Caixa de Conversão — um órgão econômico criado para atrelar o valor do mil-réis ao padrão-ouro. A ideia era simples e ambiciosa: transformar o papel-moeda em algo tão confiável quanto o metal precioso que circulava nas grandes economias.

O papel-ouro
A Caixa funcionava emitindo cédulas conversíveis, apelidadas de “papel-ouro”. Quem depositava ouro ou moedas estrangeiras recebia notas equivalentes, que podiam ser trocadas por ouro ou libras esterlinas. Essa garantia trouxe segurança às transações e ajudou a proteger a economia cafeeira, que dependia fortemente das exportações e estava sujeita às oscilações do câmbio internacional.

Café, divisas e política
A origem da Caixa de Conversão está diretamente ligada à política de valorização do café. Com a entrada maciça de divisas estrangeiras, havia o temor de que o mil-réis se valorizasse demais, reduzindo os lucros dos cafeicultores. Fixar a taxa de câmbio era, portanto, uma forma de equilibrar interesses e manter o setor cafeeiro competitivo.

O colapso da experiência
A experiência, no entanto, teve prazo curto. Em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, as emissões foram interrompidas. O conflito global provocou fuga de capitais e desorganizou as contas externas do Brasil, tornando inviável a manutenção do padrão-ouro. Em 1920, a Caixa foi definitivamente extinta, e suas funções absorvidas pela Caixa de Amortização.

Um capítulo da história monetária
A Caixa de Conversão é lembrada hoje como um experimento ousado, que buscava inserir o Brasil no circuito das moedas fortes e dar previsibilidade às transações comerciais. Embora tenha durado pouco, deixou marcas na história econômica: mostrou como o país tentava conciliar sua vocação agrícola com as exigências de um sistema financeiro globalizado.

Mais do que um órgão técnico, a Caixa de Conversão foi um reflexo de seu tempo — um Brasil que sonhava com estabilidade e modernidade, mas que ainda dependia das marés do café e das tempestades da política internacional.