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1 conto de réis (1911)
1907-1931 Caixa de Conversão
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 1 conto de réis |
| Denominação: | 1:000$000 |
| Padrão Monetário: | Mil-Réis |
| Série: | Caixa de Conversão |
| Período de emissão: | 1911 |
| Emissor: | Caixa de Conversão |
| Fabricante: | Joh. Enschede en Zonen |
| Situacao: | fora de circulação |
FACES DA CÉDULA


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DESCRIÇÃO DO ANVERSO
À direita, aparece a efígie de Afonso Pena, presidente do Brasil entre 1906 e 1909. À esquerda, figura de Mercúrio representando o Comércio. No centro, na parte inferior, uma paisagem emoldurada da enseada de Botafogo, Rio de Janeiro. No topo, ao centro, medalhão em branco com o brasão da república em marca d'água
DESCRIÇÃO DO REVERSO
Ao centro, na parte de baixo, imagem do prédio da Caixa de Conversão, no Rio de Janeiro
INFORMAÇÕES GERAIS
Cédula emitida pela Caixa de Conversão e fabricada por Joh. Enschede en Zonen em 1911, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Circulou no Brasil de 1911 a 1931.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | retangular |
| Largura: | 195 mm |
| Altura: | 120 mm |
| Circulação: | de 1911 a 1931 |
EMISSÕES
| de | a | est. | ano | ||
|---|---|---|---|---|---|
| - | - | 1a | 1911 | Autografada | Não tem |
PADRÃO MONETÁRIO
MIL-RÉIS - $ (08/10/1833-31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.
PERÍODO POLÍTICO
República, República Velha (1889-1930)
A Primeira República Brasileira se estendeu desde a proclamação da República, em 15.11.1889, até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha, Washington Luís.
CONTEXTO HISTÓRICO
A Caixa de Conversão: quando o mil-réis se vestiu de ouro
No início do século XX, o Brasil buscava estabilidade em meio às turbulências do mercado internacional. Foi nesse cenário que nasceu, em 6 de dezembro de 1906, a Caixa de Conversão — um órgão econômico criado para atrelar o valor do mil-réis ao padrão-ouro. A ideia era simples e ambiciosa: transformar o papel-moeda em algo tão confiável quanto o metal precioso que circulava nas grandes economias.
O papel-ouro
A Caixa funcionava emitindo cédulas conversíveis, apelidadas de “papel-ouro”. Quem depositava ouro ou moedas estrangeiras recebia notas equivalentes, que podiam ser trocadas por ouro ou libras esterlinas. Essa garantia trouxe segurança às transações e ajudou a proteger a economia cafeeira, que dependia fortemente das exportações e estava sujeita às oscilações do câmbio internacional.
Café, divisas e política
A origem da Caixa de Conversão está diretamente ligada à política de valorização do café. Com a entrada maciça de divisas estrangeiras, havia o temor de que o mil-réis se valorizasse demais, reduzindo os lucros dos cafeicultores. Fixar a taxa de câmbio era, portanto, uma forma de equilibrar interesses e manter o setor cafeeiro competitivo.
O colapso da experiência
A experiência, no entanto, teve prazo curto. Em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, as emissões foram interrompidas. O conflito global provocou fuga de capitais e desorganizou as contas externas do Brasil, tornando inviável a manutenção do padrão-ouro. Em 1920, a Caixa foi definitivamente extinta, e suas funções absorvidas pela Caixa de Amortização.
Um capítulo da história monetária
A Caixa de Conversão é lembrada hoje como um experimento ousado, que buscava inserir o Brasil no circuito das moedas fortes e dar previsibilidade às transações comerciais. Embora tenha durado pouco, deixou marcas na história econômica: mostrou como o país tentava conciliar sua vocação agrícola com as exigências de um sistema financeiro globalizado.
Mais do que um órgão técnico, a Caixa de Conversão foi um reflexo de seu tempo — um Brasil que sonhava com estabilidade e modernidade, mas que ainda dependia das marés do café e das tempestades da política internacional.
