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200 mil-réis (1910)
1907-1931 Caixa de Conversão
INFORMAÇÕES PRINCIPAIS
| Valor facial: | 200 mil-réis |
| Denominação: | 200$000 |
| Padrão Monetário: | Mil-Réis |
| Série: | Caixa de Conversão |
| Período de emissão: | 1910 |
| Emissor: | Caixa de Conversão |
| Fabricante: | Waterlow & Sons Limited |
| Situacao: | fora de circulação |
FACES DA CÉDULA


© J. Mesquita Leilões
DESCRIÇÃO DO ANVERSO
À direita, aparece a efígie de Afonso Pena, presidente do Brasil entre 1906 e 1909. No centro, "A CAIXA DE CONVERSÃO" sobre a imagem do prédio da Caixa de Amortização, no Rio de Janeiro. À esquerda, coluna com mulher representando a República e, mais abaixo, as Armas da República
DESCRIÇÃO DO REVERSO
Ao centro, um painel retrata três muheres representando as Artes, a Agricultura e o Comércio, encimado pela legenda “A CAIXA DE CONVERSÃO”
INFORMAÇÕES GERAIS
Cédula emitida pela Caixa de Conversão e fabricada por Waterlow & Sons Limited em 1910, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Circulou no Brasil de 1910 a 1931.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
| Formato: | retangular |
| Largura: | 174 mm |
| Altura: | 95 mm |
| Circulação: | de 1910 a 1931 |
EMISSÕES
| de | a | est. | ano | ||
|---|---|---|---|---|---|
| A | D | 1a | 1910 | Autografada | Não tem |
PADRÃO MONETÁRIO
MIL-RÉIS - $ (08/10/1833-31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.
PERÍODO POLÍTICO
República, República Velha (1889-1930)
A Primeira República Brasileira se estendeu desde a proclamação da República, em 15.11.1889, até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha, Washington Luís.
CONTEXTO HISTÓRICO
A Caixa de Conversão: quando o mil-réis se vestiu de ouro
No início do século XX, o Brasil buscava estabilidade em meio às turbulências do mercado internacional. Foi nesse cenário que nasceu, em 6 de dezembro de 1906, a Caixa de Conversão — um órgão econômico criado para atrelar o valor do mil-réis ao padrão-ouro. A ideia era simples e ambiciosa: transformar o papel-moeda em algo tão confiável quanto o metal precioso que circulava nas grandes economias.
O papel-ouro
A Caixa funcionava emitindo cédulas conversíveis, apelidadas de “papel-ouro”. Quem depositava ouro ou moedas estrangeiras recebia notas equivalentes, que podiam ser trocadas por ouro ou libras esterlinas. Essa garantia trouxe segurança às transações e ajudou a proteger a economia cafeeira, que dependia fortemente das exportações e estava sujeita às oscilações do câmbio internacional.
Café, divisas e política
A origem da Caixa de Conversão está diretamente ligada à política de valorização do café. Com a entrada maciça de divisas estrangeiras, havia o temor de que o mil-réis se valorizasse demais, reduzindo os lucros dos cafeicultores. Fixar a taxa de câmbio era, portanto, uma forma de equilibrar interesses e manter o setor cafeeiro competitivo.
O colapso da experiência
A experiência, no entanto, teve prazo curto. Em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, as emissões foram interrompidas. O conflito global provocou fuga de capitais e desorganizou as contas externas do Brasil, tornando inviável a manutenção do padrão-ouro. Em 1920, a Caixa foi definitivamente extinta, e suas funções absorvidas pela Caixa de Amortização.
Um capítulo da história monetária
A Caixa de Conversão é lembrada hoje como um experimento ousado, que buscava inserir o Brasil no circuito das moedas fortes e dar previsibilidade às transações comerciais. Embora tenha durado pouco, deixou marcas na história econômica: mostrou como o país tentava conciliar sua vocação agrícola com as exigências de um sistema financeiro globalizado.
Mais do que um órgão técnico, a Caixa de Conversão foi um reflexo de seu tempo — um Brasil que sonhava com estabilidade e modernidade, mas que ainda dependia das marés do café e das tempestades da política internacional.
