Carregando séries...
10 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
10 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
10 mil-réis (1912) - 1907-1931 Caixa de Conversão
20 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
20 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
50 mil-réis (1908) - 1907-1931 Caixa de Conversão
50 mil-réis (1912) - 1907-1931 Caixa de Conversão
100 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
100 mil-réis (1910) - 1907-1931 Caixa de Conversão
200 mil-réis (1910) - 1907-1931 Caixa de Conversão
500 mil-réis (1909) - 1907-1931 Caixa de Conversão
500 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
1 conto de réis (1911) - 1907-1931 Caixa de Conversão

100 mil-réis (1907)

1907-1931 Caixa de Conversão

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 100 mil-réis
Denominação: 100$000
Padrão Monetário: Mil-Réis
Série: Caixa de Conversão
Período de emissão: 1907
Emissor: Caixa de Conversão
Fabricante: Georges Duval e Jules Huyot
Situacao: fora de circulação

FACES DA CÉDULA

Anverso de 100 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
Reverso de 100 mil-réis (1907) - 1907-1931 Caixa de Conversão
x      x
© Numista - pt.numista.com

DESCRIÇÃO DO ANVERSO

No topo, lê-se a inscrição “REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRAZIL”. A composição apresenta dois medalhões circulares: à esquerda, o rosto de uma mulher simbolizando a República; à direita, um medalhão branco, onde a mesma figura aparece em marca d’água. Sobre cada medalhão repousa uma criança, alegoria da Agricultura, reforçando o vínculo entre a força da República e a fertilidade da terra

DESCRIÇÃO DO REVERSO

À esquerda, um medalhão branco com o rosto de uma mulher simbolizando a República em marca d’água. À direita, outro medalhão branco com as Armas da República em marca d'água. Ao centro, painel com uma vista do Rio de Janeiro

INFORMAÇÕES GERAIS

Cédula emitida pela Caixa de Conversão e fabricada por Georges Duval e Jules Huyot em 1907, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. Circulou no Brasil de 1907 a 1931.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: retangular
Largura: 200 mm
Altura: 100 mm
Circulação: de 1907 a 1931

EMISSÕES

de a est. ano Chancela 1Chancela 1 Chancela 2Chancela 2 obs.
10a 1907 Autografada Não tem

PADRÃO MONETÁRIO

MIL-RÉIS - $ (08/10/1833-31/10/1942)
O MIL-RÉIS foi oficializado em 08/10/1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.

PERÍODO POLÍTICO

República, República Velha (1889-1930)
A Primeira República Brasileira se estendeu desde a proclamação da República, em 15.11.1889, até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha, Washington Luís.

CONTEXTO HISTÓRICO

A Caixa de Conversão: quando o mil-réis se vestiu de ouro
No início do século XX, o Brasil buscava estabilidade em meio às turbulências do mercado internacional. Foi nesse cenário que nasceu, em 6 de dezembro de 1906, a Caixa de Conversão — um órgão econômico criado para atrelar o valor do mil-réis ao padrão-ouro. A ideia era simples e ambiciosa: transformar o papel-moeda em algo tão confiável quanto o metal precioso que circulava nas grandes economias.

O papel-ouro
A Caixa funcionava emitindo cédulas conversíveis, apelidadas de “papel-ouro”. Quem depositava ouro ou moedas estrangeiras recebia notas equivalentes, que podiam ser trocadas por ouro ou libras esterlinas. Essa garantia trouxe segurança às transações e ajudou a proteger a economia cafeeira, que dependia fortemente das exportações e estava sujeita às oscilações do câmbio internacional.

Café, divisas e política
A origem da Caixa de Conversão está diretamente ligada à política de valorização do café. Com a entrada maciça de divisas estrangeiras, havia o temor de que o mil-réis se valorizasse demais, reduzindo os lucros dos cafeicultores. Fixar a taxa de câmbio era, portanto, uma forma de equilibrar interesses e manter o setor cafeeiro competitivo.

O colapso da experiência
A experiência, no entanto, teve prazo curto. Em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, as emissões foram interrompidas. O conflito global provocou fuga de capitais e desorganizou as contas externas do Brasil, tornando inviável a manutenção do padrão-ouro. Em 1920, a Caixa foi definitivamente extinta, e suas funções absorvidas pela Caixa de Amortização.

Um capítulo da história monetária
A Caixa de Conversão é lembrada hoje como um experimento ousado, que buscava inserir o Brasil no circuito das moedas fortes e dar previsibilidade às transações comerciais. Embora tenha durado pouco, deixou marcas na história econômica: mostrou como o país tentava conciliar sua vocação agrícola com as exigências de um sistema financeiro globalizado.

Mais do que um órgão técnico, a Caixa de Conversão foi um reflexo de seu tempo — um Brasil que sonhava com estabilidade e modernidade, mas que ainda dependia das marés do café e das tempestades da política internacional.