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50 cruzeiros reais (1993) - 1993-1994 Cruzeiros Reais
100 cruzeiros reais (1993) - 1993-1994 Cruzeiros Reais
500 cruzeiros reais (1993) - 1993-1994 Cruzeiros Reais
1.000 cruzeiros reais (1993) - 1993-1994 Cruzeiros Reais
5.000 cruzeiros reais (1993) - 1993-1994 Cruzeiros Reais
10.000 cruzeiros reais (1994) - 1993-1994 Cruzeiros Reais
50.000 cruzeiros reais (1994) - 1993-1994 Cruzeiros Reais

10.000 cruzeiros reais (1994)

1993-1994 Cruzeiros Reais

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 10.000 cruzeiros reais
Denominação: CR$ 10.000,00
Padrão Monetário: Cruzeiros Reais
Série: Cruzeiros Reais
Período de emissão: 1994
Material: celulose+algodão
Emissor: Banco Central do Brasil
Fabricante: Casa da Moeda do Rio de Janeiro
Situacao: modelo ou espécime

FACES DA CÉDULA

Anverso de 10.000 cruzeiros reais (1994) - 1993-1994 Cruzeiros Reais
Reverso de 10.000 cruzeiros reais (1994) - 1993-1994 Cruzeiros Reais
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© Ass. Amigos do Museu de Valores do BC

DESCRIÇÃO DO ANVERSO

Mulher rendeira

DESCRIÇÃO DO REVERSO

Três gerações de mulheres rendeiras trabalhando

INFORMAÇÕES GERAIS

Cédula emitida pelo Banco Central do Brasil e fabricada por Casa da Moeda do Rio de Janeiro em 1994, foi produzida para teste ou avaliação. Prova. Nunca foi posta em circulação. Reverso de pé.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: retangular
Largura: 140 mm
Altura: 65 mm

EMISSÕES

de a est. ano Chancela 1Chancela 1 Chancela 2Chancela 2 obs.
- - - 1994 Fernando Henrique Pedro Malan não foi produzida

PADRÃO MONETÁRIO

CRUZEIROS REAIS - CR$ (01/08/1993-30/06/1994)
A MP nº 336, de 28/07/1993, convertida na Lei nº 8.697, de 27/08/1993, instituiu o CRUZEIRO REAL, a partir de 01/08/1993, em substituição ao Cruzeiro, equivalendo um cruzeiro real a um mil cruzeiros, com a manutenção do centavo.

PERÍODO POLÍTICO

República, Nova República (1985-Atual)
Período seguinte ao fim da ditadura militar, caracterizado pela ampla democratização política do Brasil e sua estabilização econômica, além da instituição de um estado democrático de direito e uma república presidencialista.

CONTEXTO HISTÓRICO

A Mulher Rendeira que Nunca Circulou
Imagine segurar nas mãos uma nota que nunca existiu para o grande público. Uma cédula que, apesar de ter sido desenhada com esmero, aprovada em testes e pronta para entrar em circulação, foi engolida pelo turbilhão da história econômica brasileira. Essa é a fascinante história da cédula de 10.000 Cruzeiros Reais da Mulher Rendeira.

O Brasil em transição
No início dos anos 1990, o Brasil vivia sob o peso da inflação galopante. Cada ida ao supermercado era uma corrida contra o tempo: os preços mudavam de um dia para o outro, e as moedas pareciam envelhecer antes mesmo de se firmarem. Foi nesse contexto que nasceu o Cruzeiro Real, em agosto de 1993, como uma tentativa de estabilizar a economia.

Para dar identidade às novas cédulas, a Casa da Moeda escolheu um tema que dialogava com a alma do país: a cultura popular e os tipos regionais. Entre os projetos, surgiu a ideia de homenagear a mulher rendeira, figura emblemática do Nordeste, guardiã de uma tradição artesanal que atravessa gerações.

A nota que não chegou às ruas
O desenho estava pronto, os ensaios de impressão aprovados. Tudo indicava que a rendeira ganharia espaço no bolso dos brasileiros. Mas a realidade econômica foi implacável. Poucos meses depois da estreia do Cruzeiro Real, o governo já preparava uma mudança ainda mais radical: o Plano Real, lançado em julho de 1994.

Com a nova moeda, o Cruzeiro Real foi aposentado antes que a produção em massa da nota da Rendeira pudesse começar. Assim, ela permaneceu como uma promessa não cumprida, um retrato de um Brasil que mudava rápido demais para esperar.

Um tesouro para colecionadores
O que restou foram apenas algumas impressões de teste — as chamadas cédulas de ensaio. Raras, delicadas e carregadas de simbolismo, elas se tornaram objetos de desejo no mundo do colecionismo numismático. Mais do que um pedaço de papel, representam um capítulo curioso da história nacional: a tentativa de eternizar, em moeda, a arte silenciosa das mãos que tecem rendas.